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Resumos

Sexta - 15/06

 

Horário: 19:00 às 20:30

Mesa de Abertura.

Comportamento governado por regras

Andreia Schmidt, Cainã Gomes, Júlio de Rose

 

Sábado - 16/06

 

Horário: 8:00 às 9:30

Palestra 1. 

A Ciência do Comportamento pode ser uma Ciência dos Valores e do Comportamento Moral

 

Marina de Castro 

 

A Filosofia da Ciência do Comportamento, que é o Behaviorismo Radical, não se furta à discussão ética e a implementa em várias direções. O que seria a Ética do ponto de vista da Análise do Comportamento? De acordo com a filosofia behaviorista radical de Skinner, a Ciência está apta a abordar este tema, geralmente delegado a outro nível de discussão, mais transcendente e menos factual. Skinner se propõe a tratar a Ética de forma diferente, como pertencente ao mundo dos fatos, reiterando seu monismo ontológico e seu viés empírico. Em última análise, valores seriam reforçadores presentes nas contingências filogenéticas, ontogenéticas e culturais, as quais modelam padrões de comportamento moral. Neste sentido, o que é considerado bom ou ruim, justo ou injusto, certo ou errado e etc depende de tais contingências e, portanto, das suscetibilidades biológicas e da história de aprendizagem de cada indivíduo. Tal história inclui, em grande medida, outras pessoas e grupos de pessoas, como as agências de controle.

 

Palestra 2.

Quando Eventos Encobertos se Tornam Observáveis: Construindo Conexões entre a Análise do Comportamento e as Neurociências

Marcelo V. Silveira

 

Em um artigo publicado em 1989 na American Psychologist Skinner argumentou que as “ciências do cérebro” (isto é, neurociências) não ocupariam o espaço da análise do comportamento no que tange a explicação das causas do comportamento. Para o autor, os dados provenientes das neurociências complementariam as explicações que da análise do comportamento na medida em permitiriam aos cientistas traçarem as relações funcionais entre estímulos antecedentes e consequências que controlam respostas encobertas que, por conta das suas propriedades quantitativas, não podem ser mensuradas por técnicas comportamentais tradicionais. Nessa apresentação, procurarei mostrar como as noções de força de resposta, controle por estímulos antecedentes e consequentes e comportamento verbal se aplicam aos fenômenos desvendados por técnicas das neurociências.


Palavras-chave: Análise do comportamento, neurociências, respostas encobertas.

 

Horário: 10:30 às 12:00

 

Palestra 1.

Você gosta mais de Coca-Cola ou Pepsi?” Uma análise comportamental da publicidade e preferência por marcas

Silvana dos Santos

 

O que leva uma pessoa a gostar mais de uma marca do que outra? Seriam somente as características do produto? É possível preferir algo sem experiência direta? O presente trabalho tem como objetivo discutir estas questões. Apesar de vários debates sobre como a publicidade é capaz de influenciar escolhas e preferências dos consumidores, este tema ainda têm sido pouco explorado pelos analistas do comportamento. Pretende-se demonstrar que, por meio do enfoque teórico do comportamento simbólico, mas especificamente a equivalência de estímulos, é possível desenvolver uma “marca” no laboratório e observar seus efeitos sobre o comportamento de escolha. Serão apresentados resultados de pesquisas atuais sobre o tema, com ênfase nas preferências alimentares de  crianças, e discutido o papel do psicólogo neste contexto.

 

Palestra 2.

Análise Experimental do Comportamento da Resolução Criativa de Problemas

Miriam Garcia-Mijares

 

A emissão de um comportamento novo que resolve de forma inédita um problema é considerada uma instância de comportamento criativo. A Análise do Comportamento vem estudando empiricamente esse tipo de comportamento por delineamentos experimentais que permitem observar a interconexão emergente de comportamentos previamente aprendidos. A maioria dos delineamentos compreendem pelo menos três fases: linha de base, treino de comportamentos pré-requisito e teste de resolução. Na linha de base é avaliado o comportamento do sujeito experimental na situação problema; no treino são ensinadas relações entre estímulos, respostas e consequências necessários, mas não suficientes,  para a resolução do problema; no teste, a situação problema é novamente apresentada. Os resultados das pesquisas que usaram esse procedimento vêm mostrando que pombos, ratos, cães e humanos conseguem resolver o problema pela emissão de comportamentos novos quando: a) todos os comportamentos pré-requisitos são treinados, b) o mesmo reforçador é usado para o treino dos diferentes comportamentos, c) a quantidade de treino não é extensiva, d) a tarefa é adequada à espécie do sujeito experimental. A teoria da geratividade de Robert Epstein, propõe que reforço, extinção, ressurgência e encadeamento seriam os processos básicos da resolução criativa de problemas observados nesses experimentos, porém não tem sido produzida evidência empírica suficiente que suporte essa proposta. Também não é claro quais processos de controle de estímulo estão envolvidos.

 

Horário: 14:00 às 15:30

 

Palestra 1.

Análise do Comportamento e Esporte: Estratégias e Cases

Eduardo Neves Pedrosa di Cillo

 

A aplicação da análise do comportamento em ambientes esportivos não pode ser considerada exatamente uma novidade. Tanto no Brasil, como em diversos outros países, há um histórico relativamente longevo de práticas aplicadas. Do ponto de vista da produção científica a literatura específica ainda é escassa, forçando os cientistas do comportamento que atuam nessa área a se apoiarem na suas respectivas formações gerais em análise do comportamento e, principalmente, nas próprias contingências que os envolvem. Estratégias de intervenção com atletas e equipes passam, portanto, da simples generalização de conceitos e princípios gerais para o refinamento de repertório que o ambiente esportivo produz. A presente apresentação contém relatos de experiências aplicadas do autor, oferecendo aos participantes a oportunidade de analisar e discutir características centrais do ambiente esportivo, além das opções e escolhas realizadas em trabalhos aplicados já realizados.


Palavras-chave: psicologia do esporte; análise aplicada do comportamento; estratégias de intervenção.

 

Palestra 2.

Uma Introdução ao PAX Good Behavior Game

Thiago Calegari


O PAX Good Behavior Game (PAX GBG) é uma versão do Good Behavior Game desenvolvida pelo PAXIS Institute em Tucson, Arizona. Ele foi desenvolvido e aperfeiçoado com base nos estudos realizados com o Good Behavior Game desde a sua implementação original, em 1967, e em estudos que demonstraram a efetividade de certos procedimentos para modificar comportamentos, chamados de sementes de comportamento (behavioral kernels). Atualmente, o PAX GBG está presente em escolas americanas em mais de 40 estados. Há, ainda, estudos sobre sua efetividade em implementações na Irlanda, Canadá e Suécia. A novidade que o PAX GBG traz em relação às implementações clássicas do GBG é uma implementação em duas fases. Na primeira, a professora implementa dez sementes de comportamento com o objetivo de desenvolver habilidades nas crianças que serão importantes para maximizar os efeitos da segunda fase - que envolve a divisão da turma em pequenos times que competem por premiações (ou o jogo propriamente dito). No Brasil, esforços vem sendo realizados em parceria com o PAXIS Institute desde meados de 2017 para trazer o PAX GBG para o país.

 

Horário: 17:00

 

Mesa de encerramento

Metacontingência: por que é necessário um novo conceito na análise do comportamento?

João Claudio Todorov (UnB); Marcelo Frota Lobato Benvenuti (USP); Lucas Couto de Carvalho (UFSCar)

 

Metacontingência é um novo conceito que busca descrever práticas culturais como relações condicionais entre contingências comportamentais entrelaçadas, seus produtos agregados e variáveis externas selecionadoras. Nossa proposta é debater a origem desse conceito, seus desdobramentos e potencial para a análise do comportamento. Vamos apresentar questões em aberto da área que a noção de metacontingência evidencia e quais são os caminhos da pesquisa que podem responder essas questões: por exemplo, como atua a seleção e o que é selecionado quando pessoas atuam em grupo e produzem consequências que dependem da coordenação de comportamentos de vários indivíduos? Também iremos apresentar dados que sustentam e contribuem para refinar a noção de metacontingência, bem como as implicações para a pesquisa de práticas culturais, de pessoas em grupo e agências de controle.

 

Domingo - 17/06

 

Horário: 8:30 às 12:00

 

Minicurso 1.

Desenvolvimento de jogos e gamificação para promoção de mudança comportamental

Izadora Perkoski 

 

O curso abordará as possíveis aplicações da Análise do Comportamento ao desenvolvimento de jogos educacionais e terapêuticos, bem como a incorporação de elementos dos jogos a estratégias de intervenção comportamental - chamada gamificação. É voltado a estudantes e profissionais com conhecimento básico em Análise do Comportamento e não exige conhecimento prévio da área de desenvolvimento de jogos.

 

Minicurso 2.

Desejo sexual e Gênero em uma perspectiva Behaviorista Radical pós Skinneriana

Florêncio Mariano da Costa Júnior

 

O curso abordará o desejo sexual e o gênero na perspectiva da seleção por consequência e parte e os caracteriza como comportamentos simbólicos. Trata-se de uma perspectiva pós skinneriana pois entende a limitação do modelo skinneriano para a compreensão dos fenômenos em questão e apresenta a contribuição da Teoria das Molduras Relacionais para o entendimento da sexualidade humana. O curso é direcionado a estudantes e profissionais interessados em Análise do Comportamento e sexualidade.

 

Minicurso 3.

Estratégias de intervenção em situações de crise 

Maria de Jesus do Reis

 

 

 

 

 

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